quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

hoje


















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talvez o aquecedor do meu quarto, ligado na potencia máxima, me faça entrar em contato com a =bem-vinda= exaustão e permite, assim, que meu corpo amoleça e fique disforme.

Pego um pacote de bolachas sabor gotas de chocolate e começo a experimentar reflexos nas janelas da casa, em cada comodo há sempre duas. Vou me filmando ate que a câmera não seja refletida também. Chego a me cansar e sento na cama. O sol entra por uma das janelas e bate nas minhas pernas. Queima. Acho estranho. Como estou com um vestido de renda branca a luz causa nele umas sombras interessantes. Filmo isso também. Renda, pele e a pinta preta da minha coxa. Gosto da experiência. Assisto e fico na duvida se deleto ou não. Sem decidir, levanto e percebo que um homem me observa do estacionamento que da' para uma das janelas. Sou uma imagem fantasmagorica. Ele segue me olhando. Me escondo. Desço para fazer um café, o pó vem da Guatemala. Erro a medida de agua, ficara aguado. Lavo a louca e coloco uma pequena mexerica inteira na boca. Estouro devagar ate ficar completamente liquida. Levo a cadeira da cozinha para o quintal da casa, nela posiciono a câmera perto do arbusto. Fico só com a renda branca e não temo que alguém me observe. Me movimento e me junto às folhas. O vento combinado ao frio me fazem voltar à casa.


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